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domingo, 14 de março de 2021

Crianças Dinamarquesas

Texto escrito por Gabriel Silva

“As melhores e mais belas coisas do mundo não podem ser vistas nem tocadas. Têm que ser sentidas com o coração”. Helen Keller (2015, pg. 63).

Você sabia que a população Dinamarquesa fora considerada a mais feliz do mundo por mais de quarenta anos consecutivos, segundo a OECD (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico)?

Quando investigado os princípios destes números tão significativos, fora descoberto que o brincar é um dos principais fatores a estes resultados.

Na formação das crianças, as brincadeiras são conteúdos de extrema importância no currículo escolar Dinamarquês. Aliás, na maioria das escolas e colégios infantis disponibilizam 3 (três) horas por dia exclusivo a brincadeiras.

Só que um dos segredos deles não consiste em apenas aplicar atividades, eles prezam pelo desenvolvimento da autonomia, segurança e confiança dos alunos. Isto se dá por estratégias a deixarem os alunos a experimentarem e vivenciarem os demais tipos de situações dentro da brincadeira. Desde tentar e não conseguir realizar determinado movimento até terem que resolverem conflitos internos.

O professor, neste contexto deve ter a sensibilidade de entender o momento correto de intervir nestas situações. Por exemplo: uma criança quer subir numa árvore da qual faz parte da atividade, porém, a criança apresenta dificuldades para realizar. Quando o profissional interfere e de cara já aponta outras possibilidades para o aluno sem oportunizá-lo a pensar estará inibindo a construção de um ser pensante além de não possibilitar ao aluno auto entender a preciosidade de pensar em alguma outra forma ou solicitar ajuda ao professor.

Os Dinamarqueses acreditam que na formação o mais importante não são a aplicação das atividades politicamente correta, mas como que determinadas atividades contribui no desenvolvimento humano.

Neste sentido, o “brincar” não quer dizer tocar violino, praticar algum esporte ou ir a uma festa organizada por adultos. O termo remete em deixar a criança livre para fazer o que quiser, com amiguinhos ou sozinhos, como bem entender, por quanto tempo for. Alguns profissionais e até pais que permitem a existência deste tipo de atividade no fundo se sentem culpados de admitir. É que no fim das contas achamos que estamos sendo professores ou pais/mães melhores quando ensinamos alguma coisa. Brincar muitas vezes parece desperdiço de tempo quando poderiam estar fazendo algo mais “produtivo”. Porém, é perceptível que as brincadeiras, sobretudo, no contexto infantil trazem grandes possibilidades no desenvolvimento de pessoas mais felizes.

Claro que aplicar brincadeiras em excesso ou focar em apenas nisso não estará necessariamente construindo pessoas felizes, mas já estará no caminho certo e com uma grande estratégia nas mãos para promover conhecimentos.

Gabriel Silva é licenciado em Educação Física. Autor do livro: “Futsal, as descobertas de Gael” e idealizador do Projeto Joga Mais que a partir da prática do futsal procura contribuir na formação de crianças e adolescentes de Ubatuba/SP.

Email: prof.gabrielsilva@outlook.com

 

6 comentários:

  1. Parabéns pelo artigo! Parabéns pelo livro! Grande guerreiro!

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    1. Primeiro obrigado pelo comentário. Agradeço o carinho 😊

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  2. Parabéns pelo artigo! Me desculpe pelo trocadilho, mas você não "brinca" em serviço...
    José Carlos

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  3. Parabéns brother 👏 👏 👏 sucesso sempre.

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    1. Agradeço pela leitura. Que ocorra muitas brincadeiras a nossa volta.

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