Texto escrito por Gabriel Silva
“As
melhores e mais belas coisas do mundo não podem ser vistas nem tocadas. Têm que
ser sentidas com o coração”. Helen Keller (2015, pg. 63).
Você
sabia que a população Dinamarquesa fora considerada a mais feliz do mundo por
mais de quarenta anos consecutivos, segundo a OECD (Organização para a
Cooperação e o Desenvolvimento Econômico)?
Quando
investigado os princípios destes números tão significativos, fora descoberto
que o brincar é um dos principais fatores a estes resultados.
Na
formação das crianças, as brincadeiras são conteúdos de extrema importância no
currículo escolar Dinamarquês. Aliás, na maioria das escolas e colégios
infantis disponibilizam 3 (três) horas por dia exclusivo a brincadeiras.
Só que
um dos segredos deles não consiste em apenas aplicar atividades, eles prezam
pelo desenvolvimento da autonomia, segurança e confiança dos alunos. Isto se dá
por estratégias a deixarem os alunos a experimentarem e vivenciarem os demais
tipos de situações dentro da brincadeira. Desde tentar e não conseguir realizar
determinado movimento até terem que resolverem conflitos internos.
O
professor, neste contexto deve ter a sensibilidade de entender o momento
correto de intervir nestas situações. Por exemplo: uma criança quer subir numa
árvore da qual faz parte da atividade, porém, a criança apresenta dificuldades
para realizar. Quando o profissional interfere e de cara já aponta outras
possibilidades para o aluno sem oportunizá-lo a pensar estará inibindo a construção
de um ser pensante além de não possibilitar ao aluno auto entender a preciosidade
de pensar em alguma outra forma ou solicitar ajuda ao professor.
Os
Dinamarqueses acreditam que na formação o mais importante não são a aplicação das
atividades politicamente correta, mas como que determinadas atividades
contribui no desenvolvimento humano.
Neste
sentido, o “brincar” não quer dizer tocar violino, praticar algum esporte ou ir
a uma festa organizada por adultos. O termo remete em deixar a criança livre
para fazer o que quiser, com amiguinhos ou sozinhos, como bem entender, por
quanto tempo for. Alguns profissionais e até pais que permitem a existência
deste tipo de atividade no fundo se sentem culpados de admitir. É que no fim
das contas achamos que estamos sendo professores ou pais/mães melhores quando
ensinamos alguma coisa. Brincar muitas vezes parece desperdiço de tempo quando
poderiam estar fazendo algo mais “produtivo”. Porém, é perceptível que as
brincadeiras, sobretudo, no contexto infantil trazem grandes possibilidades no
desenvolvimento de pessoas mais felizes.
Claro
que aplicar brincadeiras em excesso ou focar em apenas nisso não estará
necessariamente construindo pessoas felizes, mas já estará no caminho certo e
com uma grande estratégia nas mãos para promover conhecimentos.
Gabriel Silva é licenciado em Educação Física. Autor do livro: “Futsal,
as descobertas de Gael” e idealizador do Projeto Joga Mais que a partir da prática do futsal procura contribuir na
formação de crianças e adolescentes de Ubatuba/SP.
Email: prof.gabrielsilva@outlook.com

Parabéns pelo artigo! Parabéns pelo livro! Grande guerreiro!
ResponderExcluirPrimeiro obrigado pelo comentário. Agradeço o carinho 😊
ExcluirParabéns pelo artigo! Me desculpe pelo trocadilho, mas você não "brinca" em serviço...
ResponderExcluirJosé Carlos
Obrigado pelo comentário. Kkkk
ExcluirParabéns brother 👏 👏 👏 sucesso sempre.
ResponderExcluirAgradeço pela leitura. Que ocorra muitas brincadeiras a nossa volta.
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