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domingo, 18 de abril de 2021

Individualidade e o individualismo


Texto escrito por Gabriel Silva

“A individualidade constrói boas ideias, o individualismo os destrói”.

Você já parou para pensar se você é uma pessoa individual ou individualista? Ou se exerce mais uma que a outra?

Vamos entender mais sobre isso...

A individualidade é uma característica pessoal que se baseia na formação de novas ideias a partir de uma relação social saudável no contexto da qual está inserido. Em outras palavras, é conseguir desenvolver suas tarefas e atividades recebendo de maneira aberta às sugestões e críticas alheias. Aplicar a individualidade consiste em ser independente ou formar seres autônomos que consigam realizar suas coisas sozinhas, porém atendendo abertamente informações de terceiros e solicitando ajuda quando necessário. Dentro de uma equipe esportiva, por exemplo, é o jogador desenvolver suas atribuições, mas sempre pensando no melhor para o time. Deixar o companheiro fazer um gol ou ponto em seu lugar se aquela for à melhor opção. Assim é a individualidade.

O individualismo, por sua vez é marcado por uma personalidade egoísta e dependente. Busca sempre em primeiro plano seus interesses pessoais e não se importa, ou faz pouco caso com as conseqüências de seus atos, desde que não o afete diretamente. Se irrita facilmente, quando alguém aponta caminhos diferentes ou possibilidades alternativas como sugestão em suas atividades. Essa característica promove também, seres dependentes que necessitam de ajuda de outras pessoas para fazer suas coisas pessoais. No contexto do esporte, o jogador que exerce o individualismo geralmente é aquele “fominha” ou aquele que se preocupa exclusivamente com seu sucesso pessoal.

Augusto Cury acrescenta que o individualismo é uma característica doentia da personalidade, ancorada na incapacidade de aprender com os outros, na carência de solidariedade, no desejo de atender em primeiro, segundo e terceiro lugar aos próprios interesses. Em último lugar ficam as necessidades dos outros. E afirma que desenvolvemos freqüentemente o individualismo, e não a individualidade.

Pensar só no outro, como pensar só em si, não é, certamente a melhor opção. O segredo de tudo está no equilíbrio. Buscar a individualidade atrelada com o individualismo. Mas cuidado para que não aja distorções dessas ideias. Um abraço!

Livro sugerido: ‘’Nunca desista de seus sonhos” – Augusto Cury

Gabriel Silva é licenciado em educação física pelo Centro Universitário Módulo, autor do livro: “Futsal, as descobertas de Gael” e idealizador do Projeto Joga Mais que a partir da prática do futsal procura contribuir na formação de crianças e adolescentes de Ubatuba/SP.

Email: prof.gabrielsilva@outlook.com

 

domingo, 4 de abril de 2021

Autoridade e autoritarismo

Texto escrito por Gabriel Silva

“Os fortes usam as ideias, enquanto os fracos, a opressão” – Augusto Cury

O profissional de Educação Física assim como em qualquer outro seguimento de ensino exige a liderança como uma característica no processo de ensino-aprendizagem. Para tanto, se faz necessário que os alunos sejam fiéis seguidores. Não no sentido de copiá-lo, mas de respeitar que há um capitão no navio da qual navegam.

Nesta perspectiva dividimos o líder em dois. O que que exerce a autoridade e o que exerce o autoritarismo. Sabe o que difere essas duas maneiras de atuação?

É perceptível que o conceito de liderança ocorre distorções preocupantes pelos profissionais de ensino, pais e outros educadores, tornando-se até imaturo e doentio.

Muitos líderes inclusive, não podem ser desafiados, às vezes, nem mesmo questionados, que imediatamente eleva o tom de voz. Alguns gritam quando decepcionados, outros humilham para mostrar que quem manda é eles, até chegar a punições físicas.

Autoritários agem como se tivessem em uma queda de braço com seus subordinados, enquanto o líder de autoridade se preocupa em formar pensadores.

Líderes comuns querem ganhar a discussão, enquanto líderes inspiradores querem ganhar o coração.

Que tipo de líder você tem sido? O que faz seus seguidores o seguirem? O receio e medo? Ou o respeito e consciência?

A grande diferença está no período de resultado, isto é, o autoritário promove seguidores a curto prazo, de modo que obedecem suas ordens de imediato, porém não contribui na formação de um ser que poderia a ter ideias melhores que seu líder.

Já o que incorpora a autoridade, está investindo humanamente em longo prazo. Está formando um novo líder, está formando um ser crítico e pensante que não realizará suas atividades como um robô ou um carrinho que sua corda é puxada e inicia uma jornada definida. Não, literalmente, Não! O educando que tem seu professor como uma autoridade irá desenvolver suas atribuições sempre pensando em como fazer diferente, em como melhorar o processo, em como ter melhores resultados.

Assim que o líder autoritário vira as costas, seus seguidores reduzem substancialmente o desenvolvimento de suas atividades. Já os que têm líderes inspiradores, exercem com mais vontade suas obrigações quando o mesmo se distancia.

Vivenciando esse dia de páscoa e se baseando no homem Jesus (pela ótica humana), ele foi um líder exemplar que conquistou centenas de seguidores utilizando da autoridade. Plantando o amor, serenidade e transparência.

Lembre-se: A construção de uma sociedade melhor requer anos que talvez nem estejamos mais aqui para ver. Porém, os líderes estão lançando sementes que serão cultivadas num futuro imprevisível. O que você está plantando?

Sugestão de livro: “Inteligência socioemocional” – Augusto Cury

Gabriel Silva é licenciado em educação física pelo Centro Universitário Módulo, autor do livro: “Futsal, as descobertas de Gael” e idealizador do Projeto Joga Mais que a partir da prática do futsal procura contribuir na formação de crianças e adolescentes de Ubatuba/SP.

Email: prof.gabrielsilva@outlook.com

 


Quem é o menino Gael

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